Festival Usina de Artes

Cultura e Economia Criativa

Quando pensamos em estabelecer uma relação entre tecnologia, inovação, cultura, criatividade e sustentabilidade, alinhamos pautar o tema do nosso festival em: Usina de Arte, Cultura e Economia Criativa. Serão realizadas rodas de conversas on-line em formatos “Lives”, que envolvem seis segmentos (empreendedorismo afro-brasileiro, religiosidade, Carnaval, literatura, cinema e teatro preto), que são de valorização artístico-cultural e religiosa de empreendedores ligados à identidade afro-brasileira, nas quais possamos refletir e fomentar caminhos estruturais, sagrados, econômicos e culturais.

Trata-se de um conjunto de atividades baseadas no conhecimento, desenvolvimento e ligações transversais a níveis macro e micro na economia global, relacionada à criatividade e ao campo simbólico que constitui o que chamamos Economia Criativa.
Mediante a compreensão do fenômeno cultural, em que é possível situar e reconhecer a diversidade existente no mundo, e sob a premissa da pluralidade, deve caminhar o entendimento do respeito a identidades culturais.
Devemos refletir sobre a importância do reconhecimento das “diferenças sociais e culturais”, e os frutos que tal discrepância causa aos afrodescendentes, criando o duro percurso que se apresenta socialmente.
O Festival terá como base a sede da Usina Paulistana de Artes, espaço cultural idealizado e administrado pelo proponente Reginaldo dos Santos Bahiano, em Artes Régis Santos, ator, produtor cultural independente, professor e diretor teatral, que tem sua experiência de vida pautada na cultura e na economia criativa.



É fundamental a relevância de nossos patrimônios imateriais, heranças deixadas por ancestrais, para que sejam preservados em nome das futuras gerações e para se entender e relevância disso para a economia relativa à nossa sobrevivência nos dias atuais, por isso esse festival vem num momento tão polarizado e oportuno em nossa sociedade.
Além das questões já citadas do agregar e resgatar forças tragadas pela história, um encontro desse é importante para que a comunidade possa se ver, em tempos de distanciamento social, mesmo on-line consumir arte, gerar diálogos e gerar relevâncias entre si; e que a sociedade possa ver o que os pretos e pretas estão produzindo.

É importante para nossa cultura que o festival reúna, mesmo a distância, conceitos, reflexões e culturas que geram inclusão, como teatro, cinema, empreendedorismo, literatura, Carnaval e culto afro-religioso, questões que afro-afirmam estilos e ainda provocam o poder se olhar no espelho com um progresso evidente.
Mexer com esse tipo de questionamento é importante para a economia ser movida por meio da arte, já que somos mais de 11 milhões de artistas da cultura. É o momento de refletirmos sobre os processos que envolvem criação, elaboração e distribuição de produtos e serviços, mas usando a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos. Música, dança, artes, literatura, teatro, cinema, artesanato, moda, design e as novas indústrias digitais fazem parte dessas atividades.

Live's


A força de Axé também promove cultura Ancestral” – Sacerdotes e Sacerdotisas de Religiões de Matriz Africana sobre o cotidiano das famílias religiosas e fortalecimento comunitário.

Literatura Preta Periférica, “Exercitando a criatividade a partir das suas próprias narrativas”

A criação e produção alternativa do artista preto de cinema e suas narrativas.

A força produtiva que promove cultura” – Roda de Conversa com personalidade das escolas de Samba do Estado de São Paulo sobre a produção do carnaval Paulista.

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